A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é a etapa decisiva para a concessão do auxílio-doença, hoje chamado oficialmente de auxílio por incapacidade temporária. É na perícia que o médico do INSS avalia se o trabalhador realmente está incapaz de exercer suas atividades e por quanto tempo. Em São José/SC e na região da Grande Florianópolis, muitos segurados chegam ao exame sem a documentação adequada e acabam tendo o benefício indeferido. Saber como se preparar faz diferença no resultado.
Como funciona a perícia do INSS para auxílio-doença
A perícia pode acontecer de duas formas. A presencial, agendada em uma agência do INSS, e a documental, conhecida como Atestmed, em que o segurado envia atestados e laudos pelo aplicativo Meu INSS. Desde 2026, o Atestmed pode conceder o benefício por até 90 dias com base apenas na análise dos documentos, sem a necessidade de exame presencial.
Na avaliação presencial, o médico verifica a documentação, conversa brevemente com o segurado e analisa a incapacidade funcional. O foco do perito não é apenas a doença em si, mas como ela afeta a capacidade do trabalhador de exercer suas funções habituais.
Documentos e exames a apresentar
A documentação é o ponto mais importante. Quanto mais completos e atualizados forem os documentos médicos, maior a chance de a incapacidade ser reconhecida. É recomendável levar:
- Atestados médicos com no máximo 90 dias, contendo o CID, data, assinatura e CRM do médico;
- Laudos detalhados que descrevam o início da doença, sintomas e limitações funcionais;
- Exames de imagem, laboratoriais ou específicos da especialidade;
- Receitas dos medicamentos em uso;
- Documento de identidade com foto e o número do agendamento.
Atestados que contêm apenas a frase genérica “afastar por 30 dias” tendem a perder força diante de um pedido bem documentado, com histórico clínico e descrição das limitações.
Direitos do segurado durante a perícia
O segurado pode levar acompanhante, que pode ser um familiar, amigo ou advogado. Também é permitido gravar a perícia em áudio ou vídeo, desde que o perito seja informado no início do atendimento. Esses direitos ajudam a garantir que a avaliação ocorra de forma adequada.
Durante o exame, é importante relatar os sintomas com objetividade. Descrever o que sente, há quanto tempo, o que piora e o que melhora dá ao perito uma visão real da limitação. Exageros costumam ser identificados pelo profissional e podem prejudicar o pedido.
O que fazer se o benefício for indeferido
A negativa do INSS não encerra o caminho. O segurado pode apresentar recurso administrativo ao Conselho de Recursos da Previdência Social no prazo de 30 dias contados da ciência da decisão. Também é possível ingressar com ação judicial, especialmente quando há documentação consistente que aponta a incapacidade laboral.
Se você tem dúvidas sobre a perícia do INSS para auxílio-doença ou recebeu uma decisão do INSS, a Santos Advocacia pode orientar você. Atendemos em São José/SC e em toda a região da Grande Florianópolis.
